17. Pesquisa: Bólides e Rebecca Horn
Obras neoconcretistas: Bólides - Hélio Oiticica
| Hélio Oiticica foi um artista plástico brasileiro que nasceu no Rio de Janeiro em 1937 e foi um dos grandes nome da arte concreta no Brasil, a partir de 1959 suas obras passaram por um processo de transferência para o espaço. Suas obras tinham estruturas tridimensionais, efeito visual e tátil. |
| Bólide caixa 3 - "Africana" |
| Bólide Vidro 8 |
| Bólide caixa 7 |
Oiticica não tentava criar uma categoria que substituísse a pintura ou escultura, ele denominava suas obras “ordens” - semelhante a teoria do não-objeto, na qual as duas manifestações artísticas convergem para um ponto só. Ele considera que a padronização da arte produz uma marginalização.
Os bólides eram em escala reduzida em relação aos penetráveis e parangoles, o que permitia a manipulação. Foram feitos aproximadamente 70 deles. Sua ideia era a desfuncionalidade e a de "transobjetos": construídos com materiais preexistentes, alterando sua estrutura fisica e juntando materiais mas sem apagar a função do objeto, apenas da um novo sentido - diferente do não objeto.
“Os bólides são (trans)objetos trabalhados em formato de caixas feitas de madeira, de vidro ou até mesmo de plástico. Neles há materiais variados como água, terra, britas, pigmentos, espelhos, conchas, papéis com poemas, fotografias, entre outros. Lembrando, e isso é importante, que esses elementos não estão dentro dos bólides, como se existisse uma dimensão de exterioridade envolvendo o objeto. Esses elementos são, também, os próprios bólides”
Como exemplifica a imagem do Bólide caixa 7, Oiticica levava suas obras para ser expostas ao ar livre no morro da mangueira, excluindo-o de mais uma camada de separação da realidade para uma dimensão fictícia, ou seja, o trazendo diretamente para o mundo, além de gerar mais acessibilidade à sua arte.
Artistas cinéticos: Rebecca Horn
Rebecca Horn nasceu em 1944 na Alemanha, ela foi uma artista visual conhecida por suas instalações, perfomances, filmes é obras, ela estudou economia e filosofia mas acabou se dedicando a arte. Suas obras exploram temas como o corpo, a natureza, a tecnologia e a história.
Chama a atenção e é inspirador sua forma de criação: usando o corpo como métrica e usando o desenho do corpo como ponto de partida para incentivar e deixar a criatividade rolar.
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